nosso espiralar no tempo

nossa história

2010 - plantar sementes

Nossa caminhada inicia em 2010, quando Fabíola Martins começou a estabelecer relações de troca entre arte e educação. Durante cinco anos, ela compartilhou saberes como educadora em escolas públicas e particulares de Minas Gerais, nas cidades de Belo Horizonte, Raposos e Ribeirão das Neves. Movida pela curiosidade sobre como ampliar o acesso à produção artística para seus estudantes da Educação de Jovens e Adultos, desenvolveu uma pesquisa independente que a levou à 1ª Conferência de Economia Solidária da Cultura, em Osasco, São Paulo. Este momento marca o início de sua participação em Coletivos Independentes de Arte de Belo Horizonte, plantando as primeiras sementes do que seria a baquara.lab.

2013 - primeiras conexões

Em 2013, a pesquisa inicial se expande para territórios não-formais de educação, e Fabíola integra a equipe educativa da Fundação Clóvis Salgado como mediadora artístico-cultural. No mesmo ano, é convidada para coordenar o Programa Educativo da Fundação (2013-2016), onde desenvolve curadorias de programas públicos, coordena o acolhimento de públicos diversos e promove formação continuada da equipe educativa em mais de 40 exposições distribuídas em 5 galerias da FCS. Paralelamente, atua como professora auxiliar na Escola de Design do Estado de Minas Gerais, fortalecendo sua compreensão sobre como diferentes saberes se conectam para construir experiências transformadoras. Este período marca o nascimento das primeiras conexões profundas entre mediação cultural e educação decolonial.

2016 - fortalecer raízes

A baquara conhece sua primeira experiência em produção executiva de projetos de artes visuais com a ocupação "REC SE - Lugar de Passagem", do poeta e artista Renato Negrão, no projeto Desvios, do Sesc Palladium. Este momento representa um marco importante na consolidação da identidade como produtora cultural, demonstrando que é possível criar projetos que celebram nossa diversidade cultural enquanto constroem espaços de diálogo e transformação. A experiência fortalece as raízes da metodologia colaborativa que se tornaria característica da baquara, onde cada projeto é pensado como uma oportunidade de construir comunidade e promover protagonismo de artistas e educadores.

Em 2017, a baquara coordena a Produção Executiva e a Ação Educativa da exposição "Mais do que Araras", com curadoria de Raphael Fonseca, na Galeria GTO, juntamente com a instalação "Me Molde", do artista Martinho Patrício, no projeto Desvios - ambos no Sesc Palladium, celebrando os 50 anos da obra "Tropicália", de Hélio Oiticica. Este período marca o florescimento de uma abordagem única que combina produção cultural com ação educativa, sempre honrando nossa ancestralidade artística brasileira. Também coordena o Edital Jovens Artistas Negras das Artes Visuais, demonstrando o compromisso crescente com a diversidade e a inclusão no universo artístico, valores que se tornariam centrais na identidade da baquara.

2017 - florescer projetos

A baquara se consolida como produtora cultural construindo projetos que celebram nossa diversidade cultural, como o Slam MG (2018), o campeonato estadual de poesia falada realizado no Grande Teatro do Sesc Palladium. Como coprodutora, realiza a 1ª Residência de Jovens Negras nas Artes Visuais (2019), no Centro de Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado, pelo Edital Descentra. Este período representa a expansão dos horizontes de atuação, sempre mantendo o foco na construção de oportunidades para artistas marginalizados e na promoção de metodologias que honram diferentes formas de conhecer e criar. A experiência com a residência de jovens negras fortalece a compreensão sobre como criar espaços verdadeiramente inclusivos e transformadores.

2018-2019 - expandir horizontes

Durante a pandemia de COVID-19, a baquara demonstra sua capacidade de adaptação e solidariedade, concentrando-se em apoiar outras produtoras em projetos culturais online e desenvolvendo expertise na elaboração e gestão de projetos através da Lei de Incentivo à Cultura do Estado de Minas Gerais e da Lei Rouanet. Realiza a Circulação do Slam Clube da Luta nos Centros Culturais, por meio do Edital de Lei de Incentivo à Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte. Este momento de resistência e adaptação fortalece os valores de comunidade e apoio mútuo que sempre orientaram a baquara, demonstrando que mesmo em tempos difíceis é possível construir redes de solidariedade e manter viva a chama da transformação social através da arte e educação.

2020 - resiliência e adaptação

A baquara retoma suas atividades em arte e educação com renovado propósito, planejando e coordenando a Ação Educativa e concebendo o Material Educativo de ativação da exposição "Raio-que-o-parta: Ficções do Moderno no Brasil", no Sesc 24 de Maio, em São Paulo. Esta experiência marca a expansão da atuação para além das fronteiras mineiras, levando a metodologia amorosa e decolonial da baquara para novos territórios. O projeto representa um momento de maturidade na compreensão sobre como criar materiais educativos que não apenas informam, mas transformam a relação das pessoas com a arte brasileira, sempre respeitando diferentes formas de aprender e se conectar com os saberes artísticos.

2021 - reafirmar o propósito

Em 2022, a baquara realiza a Coordenação de Produção Online, em parceria com a CoolHow, para a Netflix BR, do "Segundo Ato: programa de aceleração para roteiristas negras e indígenas". Esta parceria representa um momento significativo de expansão para o universo da mídia e entretenimento, sempre mantendo o compromisso com a representatividade e a inclusão. O projeto demonstra como os valores e metodologias desenvolvidos ao longo dos anos podem ser aplicados em diferentes contextos, sempre com o objetivo de amplificar vozes que historicamente foram silenciadas e criar oportunidades reais de transformação social através da arte e da narrativa.

2022 - novas parcerias

Em 2023, inicia uma parceria significativa com o IAC - Instituto de Arte Contemporânea para desenvolver ações educativas em exposições temporárias, incluindo "Carimbos", de Carmela Gross, e "Paulo Bruscky — Atitude Política". Fabíola Martins assume também a coordenação da Bolsa de Residência Educativa do IAC, promovendo formação para profissionais em mediação cultural e artística. Esta parceria representa a consolidação da baquara como referência em educação artística, capaz de desenvolver metodologias que honram tanto a excelência técnica quanto os valores de inclusão e transformação social. O trabalho com o IAC fortalece a compreensão sobre como instituições culturais podem se tornar territórios mais acolhedores e democráticos.

2023 - construir parcerias

2024 - consolidar expertise

O ano de 2024 marca a consolidação da expertise da baquara em formação de profissionais, com ações educativas em exposições como "Rascunhos - Arnaldo Antunes", "Sacilotto em Movimento" (celebrando o centenário do artista Luiz Sacilotto) e "Ivan Serpa Documental (1953-2023)". A coordenação da Bolsa de Residência Educativa do IAC resulta na formação de mais de 45 profissionais em mediação cultural e artística, que atuam diretamente nas exposições. Este período demonstra como a metodologia amorosa e decolonial desenvolvida ao longo dos anos pode ser sistematizada e compartilhada, criando uma rede de profissionais comprometidos com uma mediação cultural mais justa e inclusiva.

Em 2025, a baquara reafirma sua vocação e compromisso com a economia criativa e inaugura a baquara.lab, um território criativo de formação continuada para artistas, mediadores artístico-culturais e educadores de arte. Com o propósito de construir saberes e fortalecer comunidades comprometidas com uma arte e educação mais justa e inclusiva, a baquara.lab representa a materialização de 15 anos de sonhos, aprendizados e construção coletiva. As Mentorias Ñandereko (Nhee e Constelações) honram saberes ancestrais guarani enquanto oferecem percursos contemporâneos de transformação. Este momento marca não um fim, mas um novo início - a expansão para territórios digitais que permitem alcançar educadores e artistas de todo o Brasil, multiplicando o impacto transformador que sempre orientou nossa caminhada.

2025 - expandir territórios

De sementes plantadas em 2010 ao território criativo de 2025, nossa espiral do tempo revela uma jornada de resistência criativa, colaboração amorosa e compromisso inabalável com a transformação social através da arte e educação. Cada momento desta caminhada contribuiu para construir não apenas uma organização, mas uma comunidade de pessoas que acreditam no poder da arte decolonial e da educação construtivista.

A espiral não termina em 2025 - ela continua crescendo, expandindo-se para novos territórios, acolhendo novas vozes e construindo futuros mais justos. Cada pessoa que se junta à nossa comunidade adiciona uma nova volta à espiral, fortalecendo nossa capacidade coletiva de transformar realidades através da arte e educação.

Esta é nossa história até aqui. Esta é nossa promessa para o futuro: continuar construindo saberes, fortalecendo comunidades e honrando todos os saberes que fazem nossa arte e educação brasileira tão rica e transformadora.

"nossa espiral no desenrolar contínuo"

Our team

Our strength lies in our individuality. Set up by Esther Bryce, the team strives to bring in the best talent in various fields, from architecture to interior design and sales.

woman wearing black scoop-neck long-sleeved shirt
woman wearing black scoop-neck long-sleeved shirt
Esther Bryce

Founder / Interior designer

woman in black blazer with brown hair
woman in black blazer with brown hair
Lianne Wilson

Broker

man standing near white wall
man standing near white wall
Jaden Smith

Architect

woman smiling wearing denim jacket
woman smiling wearing denim jacket
Jessica Kim

Photographer